Bispos panamenhos fortalecem a sinodalidade e a missão evangelizadora durante visita ad limina em Roma

Bispos panamenhos fortalecem a sinodalidade e a missão evangelizadora durante visita ad limina em Roma
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Como parte de sua visita ad limina apostolorum, iniciada em 19 de outubro, os bispos do Panamá cumprem em Roma uma agenda de encontros com organismos da Santa Sé, na qual se destacam a comunhão eclesial, o acompanhamento dos sacerdotes e os desafios da evangelização.

Dom José Domingo Ulloa Mendieta, arcebispo do Panamá, e dom Edgardo Cedeño Muñoz, bispo de Penonomé, compartilharam um balanço dos encontros vividos até agora com organismos e dicastérios da Cúria Romana, bem como das experiências pastorais que trazem de suas dioceses.

Um dos encontros mais significativos da visita será a audiência privada com o Papa Leão XIV, prevista para sexta-feira, 23 de outubro, na qual os bispos compartilharão as principais realidades pastorais da Igreja panamenha e expressarão sua comunhão com o Pontífice.

Fraternidade episcopal e acompanhamento sacerdotal

Dom Ulloa observou que os contatos com os dicastérios da Santa Sé permitiram aprofundar a missão e as responsabilidades episcopais, além de terem aberto espaço para receber orientações destinadas a fortalecer a ação pastoral. Na reunião com o Dicastério para os Bispos, destacou o chamado a fortalecer a fraternidade entre os bispos.

O prelado recordou que o ministério episcopal implica tanto acompanhar as comunidades quanto estar próximo dos sacerdotes em sua vida e missão. “Uma das grandes missões do bispo é acompanhar o santo Povo de Deus, mas também acompanhar cada um de nossos sacerdotes”, afirmou.

Do mesmo modo, chamou a atenção para a importância de cuidar daqueles que têm a responsabilidade de guiar suas comunidades e de reconhecer a necessidade do descanso para renovar as forças. “Também percebíamos a necessidade que nós, bispos, temos de poder descansar, recuperar as forças, para que possamos continuar exercendo com fidelidade nossa missão”, expressou.

Durante a reunião com o Dicastério para a Doutrina da Fé, os bispos trataram de temas doutrinais, das orientações relativas às aparições e do desafio de facilitar o acesso às Sagradas Escrituras aos povos indígenas em suas próprias línguas. Dom Ulloa destacou que avançar nesse propósito requer processos de formação e acompanhamento pastoral.

Vocações e compromisso missionário

Outra reunião da agenda ocorreu com o Dicastério para o Clero, ocasião em que os bispos apresentaram a realidade vocacional de suas dioceses e abordaram os desafios do acompanhamento de sacerdotes, seminaristas e diáconos permanentes.

A promoção das vocações ocupa um lugar prioritário na agenda da Igreja panamenha. Dom Ulloa resumiu essa prioridade com a expressão “Nenhuma paróquia sem seminarista, nenhum sacerdote sem sucessor”. O diálogo também evidenciou o desgaste vivido por alguns sacerdotes e a importância de cultivar a fraternidade e o apoio mútuo no exercício do ministério.

O anúncio do Evangelho e os desafios da missão nos territórios com maiores necessidades pastorais estiveram no centro de outro aspecto do diálogo com o Dicastério para a Evangelização. Durante o encontro, os bispos compartilharam a realidade da Prelazia de Bocas del Toro, do Vicariato Apostólico de Darién e da Diocese de Colón-Kuna Yala. “Uma das primeiras realidades e a razão de ser de nossa Igreja é precisamente anunciar Deus”, enfatizou dom Ulloa.

Sinodalidade, solidariedade e comunhão com o Papa

Por sua vez, dom Cedeño destacou o encontro de 21 de outubro com o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos. Informou ainda que os prelados compartilharam os avanços da sinodalidade no Panamá, bem como os desafios pendentes e os aspectos que precisam ser fortalecidos.

“A sinodalidade não é uma moda nem um estilo, mas uma espiritualidade que se encarna progressivamente na vida da Igreja”, assegurou. Explicou que esse processo impulsiona uma Igreja fundada na comunhão, na participação e na missão, capaz de dialogar com a história e caminhar junto ao Povo de Deus.

O bispo de Penonomé também destacou a resposta solidária das comunidades após o terremoto que atingiu o país. “Sentimo-nos uma Igreja sinodal, uma Igreja dedicada, aberta e ecumênica”, observou, ao se referir ao acompanhamento oferecido às pessoas que enfrentaram perdas materiais e momentos de profunda dor.

A oração, a celebração da fé e o encontro com outros representantes da Igreja acompanharam os bispos panamenhos durante a visita a Roma. Agora, diante da audiência com Leão XIV, eles procuram reafirmar a comunhão da Igreja local com o Sucessor de Pedro. “Viemos dizer-lhe: a Igreja do Panamá está com Pedro, está firmada em Cristo Jesus”, afirmou dom Cedeño.

Ao concluir a visita, em 24 de outubro, os bispos retornarão ao Panamá com reflexões e orientações que poderão contribuir para o fortalecimento da vida pastoral de suas dioceses e para a comunhão da Igreja local com o Sucessor de Pedro.
Fotos: Pe. Victor Chang, ecônomo arquidiocesano da Arquidiocese do Panamá
Relato jornalístico: Apoio da Conferência Episcopal do Panamá

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