Conselhos pastorais, chamados a se converter em espaços de discernimento sinodal

Conselhos pastorais, chamados a se converter em espaços de discernimento sinodal
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O sexto encontro virtual sobre a implementação do Sínodo dos Bispos centrou sua reflexão na renovação dos conselhos e assembleias pastorais de dioceses e paróquias, tomando como referência os números 103 a 106 do Documento Final. A jornada teve como objetivo oferecer critérios para ampliar a participação do Povo de Deus no discernimento, na missão e na tomada de decisões.

Durante o encontro, Rafael Luciani, teólogo venezuelano e membro da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo sobre a Sinodalidade, recordou que a participação comunitária tem raízes nas primeiras comunidades cristãs. A partir do Concílio de Jerusalém, destacou um modelo baseado na escuta, no diálogo e no discernimento conjunto, resumido na expressão: “decidimos, o Espírito Santo e nós”.

Luciani assinalou que as assembleias pastorais devem permitir às comunidades ler sua realidade e discernir prioridades, enquanto os conselhos pastorais são chamados a ser organismos estáveis e representativos. Sua composição, indicou, deve recolher especialmente as vozes de mulheres, jovens, pessoas pobres e excluídas, pessoas com deficiência, leigos e famílias.

Experiências para compartilhar

O encontro também apresentou experiências da Argentina, Itália e Venezuela. O padre Pedro Brassesco, a partir de uma paróquia recentemente criada na diocese de Gualeguaychú, explicou como a constituição dos conselhos pastoral e econômico buscou integrar diferentes realidades comunitárias. Uma posterior assembleia paroquial, preparada a partir da espiritualidade, permitiu estabelecer cinco orientações pastorais relacionadas com a família, os jovens, a escuta e a proximidade.

Da Itália, Serena Noceti compartilhou o caminho sinodal desenvolvido entre 2021 e 2025, que envolveu as 225 dioceses e cerca de 25.000 paróquias do país. A experiência mostrou também dificuldades nos conselhos pastorais, entre elas a distância entre os objetivos e a prática, problemas de comunicação e limitações em sua composição.

Por sua vez, Anarelys Ugas, da diocese venezuelana de La Guaira, insistiu que esses organismos devem ser espaços reais de comunhão, participação e missão, e não estruturas meramente nominais. Também pediu incorporar aqueles que estão afastados da Igreja e garantir a presença de mulheres, jovens e pessoas vulneráveis.

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