A tomada de decisão, desafio central para uma Igreja sinodal

A tomada de decisão, desafio central para uma Igreja sinodal
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O Observatório Latino-Americano da Sinodalidade convida à leitura do artigo Processo sinodal de tomada de decisão, de Francisco de Aquino Júnior, uma reflexão necessária sobre um dos desafios mais delicados da atual caminhada sinodal: como articular a corresponsabilidade de todo o Povo de Deus com o ministério próprio dos pastores. O texto recorda que a sinodalidade não se opõe ao ministério ordenado, mas às formas clericais, centralizadoras e autoritárias de exercer a autoridade. Pensar sinodalmente a tomada de decisões significa abrir caminhos para uma Igreja mais participativa, corresponsável e fiel ao Evangelho.

Participação, discernimento e decisões compartilhadas

O autor situa o problema em uma tensão que atravessa a vida eclesial: a participação efetiva dos batizados e a responsabilidade pastoral daqueles que presidem a comunidade. Nesse contexto, adverte que “O clericalismo é uma deformação do ministério”, porque transforma o poder em privilégio e dominação. A reflexão ajuda a compreender que a conversão sinodal não consiste simplesmente em multiplicar consultas ou reuniões, mas em transformar o modo de exercer a autoridade, escutar o Povo de Deus e discernir comunitariamente os caminhos da missão.

O artigo percorre diferentes documentos eclesiais que mostram avanços significativos nessa matéria, desde a Comissão Teológica Internacional até o Documento Final do Sínodo e as reflexões da Igreja latino-americana. Em especial, destaca a importância de falar em “decisões compartilhadas”, expressão que permite superar a falsa oposição entre consulta e deliberação. Uma Igreja sinodal não reduz a participação a um gesto decorativo, mas reconhece nela uma dimensão constitutiva de sua vida e de sua missão.

Aquino Júnior reconhece que o tema ainda não está resolvido do ponto de vista teológico, pastoral nem jurídico, mas também ressalta que os consensos alcançados permitem avançar. “Cada ponto de chegada é também um novo ponto de partida”, afirma o autor, recordando que a sinodalidade é um processo aberto, exigente e chamado a renovar as estruturas, as relações e os modos de discernir na Igreja. Ler esta reflexão é uma oportunidade para aprofundar um dos núcleos mais decisivos da caminhada sinodal: como decidir juntos, sob a guia do Espírito, a serviço da comunhão e da missão.

Convidamos você a ler o artigo completo: https://observatoriosinodalidad.org/pt-br/project/processo-sinodal-de-tomada-de-decisao/

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