Assembleias eclesiais, espaços para tornar a sinodalidade cotidiana nas comunidades

Assembleias eclesiais, espaços para tornar a sinodalidade cotidiana nas comunidades
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As assembleias eclesiais podem se tornar espaços em que a sinodalidade deixe de ser apenas uma reflexão e passe a fazer parte da vida cotidiana das comunidades. Essa foi uma das principais perspectivas partilhadas durante o sétimo encontro de implementação do Sínodo, dedicado à reflexão sobre a realização regular de assembleias locais e regionais.

O teólogo brasileiro Agenor Brighenti destacou que uma assembleia sinodal deve permitir ao Povo de Deus escutar, discernir e tomar decisões em conjunto, com uma participação que represente verdadeiramente as comunidades. Também afirmou que esses processos devem começar pelas bases e avançar para instâncias mais amplas, evitando a concentração das decisões.

Uma prática que precisa de continuidade

A religiosa Daniela Cannavina explicou que as assembleias não são a sinodalidade em si mesmas, mas podem se tornar uma “escola de sinodalidade”, porque permitem aprender a escutar uns aos outros, discernir, decidir e avaliar juntos. Para isso, assinalou, é necessário que esses encontros tenham continuidade e que a escuta produza consequências nas decisões, nas relações e nas formas de exercer a autoridade.

A partir da experiência pastoral peruana, o jesuíta Juan Bytton apresentou o processo desenvolvido na Arquidiocese de Lima, onde 129 de suas 130 paróquias realizaram assembleias sinodais paroquiais e, posteriormente, foi celebrada uma assembleia arquidiocesana com representantes das 130 paróquias e mais de 900 agentes de pastoral.

Os participantes assinalaram que uma assembleia requer preparação, ampla participação e acompanhamento. Não se trata apenas de organizar encontros, mas de gerar processos capazes de escutar as realidades das comunidades, colocar as decisões em prática e avaliar seus frutos. “Para ser tal, a sinodalidade requer continuidade”, recordou a Ir. Cannavina.

O encontro também permitiu partilhar experiências, desafios e perguntas que continuam em aberto nas comunidades, desde as resistências à sinodalidade até o papel das equipes sinodais e as possibilidades de participação por meio das redes sociais. O desafio, como expressou Bytton, é passar da formação sobre sinodalidade a “praticá-la” nas comunidades.

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