Os bispos da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) se reuniram de 17 a 20 de agosto na sede do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), em Bogotá, para refletir sobre os avanços, desafios e esperanças que surgiram cinco anos após o Sínodo da Amazônia.
Em sua mensagem final, os pastores destacaram o valor da sinodalidade como caminho para uma Igreja com rosto amazônico e a serviço dos povos que habitam o bioma.
Igreja que escuta, discerne e caminha
Os bispos se definiram como “peregrinos da esperança” e afirmaram seu compromisso de “escutar e identificar os processos que, inspirados pelo Sínodo para a Amazônia e pela Exortação Apostólica Querida Amazônia, nos permitiram reconhecer nossos avanços, resistências, desafios e esperanças”. A CEAMA se consolida, assim, como um espaço de comunhão fraterna guiado pelo Espírito Santo.
Anunciai o Evangelho a todos os homens
Os bispos expressaram sua gratidão ao Papa Leão XIV por sua mensagem, comprometendo-se a continuar trabalhando “em nosso trabalho pastoral nas dimensões que ele indica: a missão da Igreja de proclamar o Evangelho a todos os povos, o tratamento justo dos povos que ali vivem e o cuidado de nossa casa comum”.
Os bispos da Amazônia destacaram a generosa dedicação do Povo de Deus: “A vida de numerosos irmãos e irmãs na fé, entregue no martírio, é um testemunho vivo que nos encoraja continuamente em nossa missão evangelizadora”.
Sinodalidade e crescimento espiritual
A declaração dá ênfase especial à sinodalidade como um caminho para a Igreja na Amazônia: “No campo da evangelização, nos sentimos impelidos a ser instrumentos de comunhão, comunicação e sinodalidade”. Os bispos se comprometem a desenvolver prioridades aplicáveis de acordo com a realidade de cada jurisdição eclesiástica, lembrando a importância de crescer no espírito profético que caracteriza a Igreja.
A CEAMA é concebida como “um espaço privilegiado de comunhão, discernimento e missão”, que deve ser fortalecido para oferecer formação a seminaristas, clérigos, vida religiosa e agentes pastorais, bem como para consolidar a colaboração entre jurisdições vizinhas.
Igreja que cuida da Amazônia e de seus povos
Os bispos reconhecem a Amazônia não como um território a ser explorado, mas como “uma terra habitada, amada e cuidada por gerações, e um lugar da presença de Deus”. Eles observam que a crise climática exige um compromisso renovado com a ecologia integral: “Este tratamento irresponsável e desrespeitoso que temos dado à Terra gerou a crise climática. Em resposta, renovamos nosso compromisso com a ecologia integral e o cuidado com a nossa casa comum”.
“Caminhamos juntos nesta missão, como pastores e povo, cuidando de nossos fiéis e sendo cuidados por eles... compartilhando as alegrias e os sofrimentos de nossas comunidades”, dizem eles, reconhecendo a importância de acompanhar as comunidades em suas vidas diárias.
Caminho de esperança e serviço
O comunicado destaca que a CEAMA é um sinal de esperança para toda a Igreja, ao mesmo tempo em que busca sustentar a pastoral na região amazônica com capacitação, acompanhamento e sustentabilidade financeira: “Nos comprometemos a fazê-la crescer, se fortalecer e se consolidar, para que seja uma oportunidade de serviço e renovação para cada comunidade cristã da região”.
“Confiamos este compromisso à intercessão de Maria, Mãe da Amazônia, que sempre caminha com seus filhos nos momentos de luz e de cruz”, afirmaram os bispos ao final de sua mensagem.
Baixe aqui a Mensagem Final do Encontro dos Bispos
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