{"id":19848,"date":"2026-09-17T09:47:54","date_gmt":"2026-09-17T14:47:54","guid":{"rendered":"https:\/\/observatoriosinodalidad.org\/project\/escuchar-a-lxs-maestrxs-del-evangelio-sinodalidad-desde-dilexi-te\/"},"modified":"2026-09-17T09:54:45","modified_gmt":"2026-09-17T14:54:45","slug":"escuchar-a-lxs-maestrxs-del-evangelio-sinodalidad-desde-dilexi-te","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/observatoriosinodalidad.org\/pt-br\/project\/escuchar-a-lxs-maestrxs-del-evangelio-sinodalidad-desde-dilexi-te\/","title":{"rendered":"Escutar xs mestrxs do Evangelho Sinodalidade a partir da Dilexi te"},"content":{"rendered":"<h3><b>Por: Francisco Bosch*<\/b><\/h3>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">17 de setembro de 2026<\/span><\/i><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (continuidade e ruptura)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era o dia do santo de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Assisi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o esfarrapado da Idade M\u00e9dia, o m\u00edstico do irm\u00e3o sol. Nesse dia, o rec\u00e9m-eleito Le\u00e3o XIV, como quem quer incardinar sua primeira palavra no legado de seu antecessor, constr\u00f3i sua primeira ponte: entre o 4 de outubro da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dilexi te<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e o 24 de agosto da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dilexit nos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> h\u00e1 quase um ano. Mas, no meio, mais que um ano, est\u00e1 a P\u00e1scoa de 2025, que terminaria com a morte e a passagem para a eternidade do papa Francisco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os calend\u00e1rios s\u00e3o acompanhados pelas geografias que se condensam: Chicago, Chiclayo, Buenos Aires, Flores, Luj\u00e1n, sempre o caminho rumo a Roma, o caminho rumo a Pedro.<\/span><\/p>\n<h3><b>A palavra<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (e a escuta)<\/span><\/h3>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A figura luminosa do Poverello jamais deixar\u00e1 de nos inspirar.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (DT 6)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Le\u00e3o est\u00e1 fazendo a refer\u00eancia, em italiano, a um pobre espec\u00edfico daquele povo, ao Francisco que d\u00e1 nome e programa a seu antecessor, o papa Francisco. Mas essa afirma\u00e7\u00e3o ressoa como poss\u00edvel generaliza\u00e7\u00e3o desde a abertura da exorta\u00e7\u00e3o: os pobres s\u00e3o nossa inspira\u00e7\u00e3o fundamental.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Estou convencido de que a op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres gera uma renova\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria tanto na Igreja como na sociedade, quando somos capazes de nos libertar da autorreferencialidade e conseguimos ouvir o seu clamor<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (DT 7)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gosto de ver as pontes que Le\u00e3o constr\u00f3i: para apresentar a exorta\u00e7\u00e3o, a imagina\u00e7\u00e3o narrativa de seu antecessor no minist\u00e9rio de Pedro, que imagina Cristo manifestando seu amor aos pobres, comunicando-se com seu povo. \u00c9, sempre, uma carta de amor. E, antes de aprofundar o grito dos pobres, o clamor que escreve a outra carta, a do povo para o Deus que ama, n\u00e3o deixa fora de foco a pot\u00eancia extraordin\u00e1ria de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade e da Igreja que ali habita. Voltar, sempre, ao grito, ao clamor do povo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grito dos pobres, da terra, das descartadas est\u00e1 no ato de escuta, no sil\u00eancio trovejante que abre as portas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o. Ali, Deus, o primeiro Escutador, e o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Shem\u00e1<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Deuteron\u00f4mio 6,4) como primeiro mandamento. N\u00e3o h\u00e1 Igreja sem a comunidade que abre um espa\u00e7o e um tempo para a palavra de todos, todos, todos. Sobretudo, dos silenciados, daquelas para quem \u00e9 mais dif\u00edcil fazer emergir a pr\u00f3pria voz. S\u00f3 ali ser\u00e1 poss\u00edvel a declara\u00e7\u00e3o de amor que intitula esta exorta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma carta de amor pode ser escrita depois de agredir a pr\u00f3pria companheira. Ou antes. Em todo caso, o que importa est\u00e1 antes e depois dessa palavra, na a\u00e7\u00e3o, no movimento que torna operante esse amor. E, para entrar na a\u00e7\u00e3o que constitui a op\u00e7\u00e3o, Le\u00e3o prop\u00f5e outra transi\u00e7\u00e3o: Se n\u00e3o quisermos sair da corrente viva da Igreja que brota do Evangelho e fecunda cada momento hist\u00f3rico, n\u00e3o podemos esquecer os pobres (DT 15). Mais ameno do que o dito por outro latino-americano, como Prevost, a partir de uma c\u00e1tedra autorizada pelo mart\u00edrio: fora dos pobres n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o (Cf. Jon Sobrino, UCA, 2008).<\/span><\/p>\n<h3><b>A a\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele mesmo se fez pobre, nasceu segundo a carne como n\u00f3s e reconhecemo-lo na pequenez de uma crian\u00e7a recostada numa manjedoura e na extrema humilha\u00e7\u00e3o da cruz, onde partilhou a nossa radical pobreza, que \u00e9 a morte. Por isso, compreende-se bem por que se pode falar, tamb\u00e9m teologicamente, sobre uma op\u00e7\u00e3o preferencial de Deus pelos pobres. (DT 16)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Que bela cristologia acompanha a passagem \u00e0 a\u00e7\u00e3o: o Verbo que se fez carne fez-se oper\u00e1rio, artes\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o, fazedor, trabalhador da economia popular (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">t\u00e9kt\u014dn, DT 20<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">). Inadi\u00e1vel para pensar a op\u00e7\u00e3o em Deus. Somos apenas heran\u00e7a criativa dessa op\u00e7\u00e3o fundamental. Ela nos estrutura, nos incumbe, nos comanda. A op\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Deus. No fim das contas, Ele \u00e9 de luta, como diz nosso povo. Foi Ele quem teve a magn\u00edfica ideia de entrar na hist\u00f3ria, de tomar partido, de jogar nestas geografias e calend\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, de tempos em tempos, a institui\u00e7\u00e3o, a Igreja, tenta estar \u00e0 altura de sua heran\u00e7a, da f\u00e9 de seus pobres:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vida das primeiras comunidades eclesiais, que chegou at\u00e9 n\u00f3s como Palavra revelada no c\u00e2none b\u00edblico, \u00e9-nos oferecida como exemplo a imitar e como testemunho da f\u00e9 que opera atrav\u00e9s da caridade, permanecendo como admoesta\u00e7\u00e3o perene para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Ao longo dos s\u00e9culos, estas p\u00e1ginas t\u00eam incentivado o cora\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os a amar e realizar obras de caridade, como sementes fecundas que n\u00e3o cessam de produzir frutos. (DT 34)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jogar por dentro da hist\u00f3ria. Sem ficar na sacada, sem olhar da arquibancada. Assim o bom Deus, assim a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o que conseguimos ver em nossa Terra. Assim a recapitula\u00e7\u00e3o bimilenar que Le\u00e3o realiza na DT: da sar\u00e7a ao Povo, passando por Jesus, as primeiras comunidades, os padres, as m\u00e3es, os carismas que irromperam na hist\u00f3ria para continuar sendo criativamente fi\u00e9is no mesmo partido. A met\u00e1fora do jogo se imp\u00f5e a n\u00f3s, por causa disso de tomar partido. Nesse jogo estamos, junto de nosso Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, claro, n\u00e3o se trata desses jogos de adultos, mercantilizados dois s\u00e9culos depois de Nazar\u00e9, ano 0. Trata-se, antes, do jogo das crian\u00e7as, do sempre \u201cde novo\u201d, da cad\u00eancia da repeti\u00e7\u00e3o sem perder o encanto, da surpresa e do riso, mais do que da competi\u00e7\u00e3o e da confronta\u00e7\u00e3o. Como os meninos, como as meninas, sempre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E, em um mundo onde as inf\u00e2ncias s\u00e3o o rosto majorit\u00e1rio da pobreza, s\u00e3o as que habitam territ\u00f3rios arrasados como a Cisjord\u00e2nia ou s\u00e3o os massacrados em escolas iranianas pelo imp\u00e9rio diab\u00f3lico, \u00e9 preciso voltar \u00e0 l\u00f3gica dos pequenos. Deus mostra sua for\u00e7a a partir dos fracos deste mundo, como bem precisou Paulo aos Cor\u00edntios naqueles tempos de esperan\u00e7a e tribula\u00e7\u00e3o (Cf. 1Cor 1,27-29).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estamos diante de um raconto belo, que re-conta, d\u00e1 conta das narrativas da economia salv\u00edfica, que desvela um Deus salvando a partir dos condenados da terra (Cf. F. Fanon, 1961).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jogar a sorte com os pobres da terra, disse Mart\u00ed no ocaso do s\u00e9culo XIX, mas essa \u00e9 a din\u00e2mica do Deus judaico-crist\u00e3o, da qual d\u00e1 conta Dilexit te. Jogar na hist\u00f3ria, tomando partido pelos \u00faltimos da fila, pelas descartadas de toda roda, pelos sempre olhados de cima, pelxs que resistem a ser nomeadxs pelas letras do poder. Foi nesse time que nosso Deus quis estar; a partir dali quis transformar o jogo, de uma confronta\u00e7\u00e3o em um abra\u00e7o. E Le\u00e3o, o papa, tamb\u00e9m coloca claramente na tradi\u00e7\u00e3o o sujeito ensinante, os sabedores mais improv\u00e1veis e impensados: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cada um, \u00e0 sua maneira, descobriu que os mais pobres n\u00e3o s\u00e3o mero objeto da nossa compaix\u00e3o, mas mestres do Evangelho. N\u00e3o se trata de lhes \u201clevar Deus\u201d, mas de encontr\u00e1-Lo ali. DT 79<\/span><\/i><\/p>\n<h3><b>A profecia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (comunit\u00e1ria)<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mestres do Evangelho. \u00c9 a chave fundamental para nos fazermos escutadores de cada umx delxs; \u00e9 a chave para n\u00e3o perder a companhia, para, a cada passo, discernir juntos a caminhada, para transformar, a partir de sua l\u00f3gica, tudo o que n\u00e3o permite a vida em abund\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta perspectiva, torna-se clara a necessidade de \u00abque todos nos deixemos evangelizar\u00bb pelos pobres e reconhe\u00e7amos \u00aba misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar atrav\u00e9s deles\u00bb. Crescidos em extrema precariedade, aprendendo a sobreviver nas condi\u00e7\u00f5es mais adversas, confiando em Deus com a certeza de que mais ningu\u00e9m os leva a s\u00e9rio, ajudando-se mutuamente nos momentos mais sombrios, os pobres aprenderam muitas coisas que guardam no mist\u00e9rio dos seus cora\u00e7\u00f5es. Aqueles de entre n\u00f3s que n\u00e3o fizeram experi\u00eancias semelhantes, de viver \u00e0 margem, certamente t\u00eam muito a receber da fonte de sabedoria que \u00e9 a experi\u00eancia dos pobres. DT 102.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mestres do Evangelho, os movimentos populares, ainda que n\u00e3o nomeiem Deus, e talvez nisso se assemelhem ao povo hebreu, raiz de nossa pot\u00eancia crente, que n\u00e3o usava em v\u00e3o o santo nome de Deus. Fazer sua vontade \u00e9 a melhor forma de nome\u00e1-lo, e n\u00e3o h\u00e1 guerra santa. J\u00e1 n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mestres do Evangelho, profetas coletivos das boas-novas cotidianas, que n\u00e3o s\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">trending topic<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Ali h\u00e1 um dado que escapa dos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">metadados<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que rompe o vi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o do algoritmo. A profecia do diferente brota da pot\u00eancia sapiencial e prof\u00e9tica das comunidades pobres, que partilham a mesa, os partos, os cemit\u00e9rios e os passos onde reconhecem o Bom Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mestres do Evangelho, que nunca se chamariam assim, que nunca impostariam a voz, porque sua fala \u00e9 cortada, quebradi\u00e7a, aspirada, gaguejante. Precisaremos de um enorme sil\u00eancio, institucional, interior, para podermos ouvi-los. De l\u00e1 nascer\u00e1 um temporal imposs\u00edvel de deter (sempre \u00e9 transbordamento). Em tempos de grandes senhores da guerra, a autoridade \u00faltima de Deus; n\u00f3s, apenas irm\u00e3os (irm\u00e3xs todxs).<\/span><\/p>\n<h3><b>P.S. Excurso pneumatol\u00f3gico (um \u201cPeace makers\u201d)<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um Esp\u00edrito percorre o mundo. O Esp\u00edrito Santo. Faz isso desde que o tempo \u00e9 tempo. Joga pelos de baixo desde o in\u00edcio dos tempos (Cf. V. Codina 2023, obrigado, Victor). Ter\u00e1 cuidado dos pequenos na hist\u00f3ria da vida, antes que n\u00f3s, mam\u00edferos, nos pus\u00e9ssemos de p\u00e9 na \u00c1frica, h\u00e1 mais de duzentos mil anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com todo o tempo a seu favor, o Esp\u00edrito espeta no devido tempo (com aquele aguilh\u00e3o, o das abelhas que polinizam e ado\u00e7am o mundo, Cf. Metz 1977). Injeta sua gra\u00e7a na Hist\u00f3ria, para vivificar, desde o subsolo, tudo o que toca a terra. Faz isso sem pedir licen\u00e7a, sem respeitar as l\u00f3gicas tra\u00e7adas, sem poder ser previs\u00edvel, rindo das probabilidades, jogando nas margens de qualquer curva de sino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com todo o tempo a seu favor, olha a atrofia dos ponteiros de nossa era, talvez at\u00e9 ria ou se doa de nossas pressas. E, no meio disso, sopra, insufla a alma dos derrotados de nossa gera\u00e7\u00e3o. Eles levantam o olhar; nessa lufada, voltam a ser filhos amados. Ningu\u00e9m poder\u00e1 lhes roubar isso, nunca, ningu\u00e9m, jamais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De tempos em tempos, a velha institui\u00e7\u00e3o que quer ler o tempo (Cf. GS 4, 1965) se p\u00f5e de joelhos diante dos ca\u00eddos no caminho. Em seus olhos, pode ver o fogo do sopro que o Esp\u00edrito deixou em sua Passagem. \u00c9 sempre honrar as P\u00e1scoas, celebrar as festas. Abre-se uma brecha, e um papa Nosso-americano pode ser um \u201cconstrutor da paz\u201d, em tempos de guerras e genoc\u00eddios.<\/span><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><i>*Te\u00f3logo e educador popular ligado \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o franciscana e ao carisma de Charles de Foucauld. Sua paix\u00e3o por uma teologia narrada pelas comunidades da Am\u00e9rica o impulsiona a sistematizar sua experi\u00eancia comunit\u00e1ria de f\u00e9 popular como companheiro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e em colabora\u00e7\u00e3o com a Amerindia.<\/i><\/p>\n<p><a class=\"cmsmasters_button\" href=\"https:\/\/observatoriosinodalidad.org\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Francisco-Bosch-PT.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Baixe a reflex\u00e3o<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Francisco Bosch* 17 de setembro de 2026 Introdu\u00e7\u00e3o (continuidade e ruptura) Era o dia do santo de Assisi, o esfarrapado da Idade M\u00e9dia, o m\u00edstico do irm\u00e3o sol. 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