O Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), por meio de seu Centro de Gestão do Conhecimento (CGC), lançou a primeira edição do guia “12 Pistas para Caminhar Juntos e Implementar o Sínodo em Nossas Comunidades“, um material pensado para levar o processo sinodal à vida cotidiana das paróquias, comunidades e movimentos eclesiais da região.
Dom Lizardo Estrada Herrera, bispo auxiliar de Cusco e secretário-geral do CELAM, observou que este documento “é uma oportunidade para ouvir, discernir juntos e crescer como Igreja, povo de Deus, que deseja caminhar junto”. Ele disse que a proposta busca incorporar o espírito sinodal nas culturas e tradições locais.
“Queremos que este instrumento seja acolhido de coração aberto”, disse Dom Estrada, que enfatizou que a sinodalidade não deve permanecer teórica. “Toda comunidade, da menor à maior, pode avançar neste processo que nos convida a caminhar juntos”, acrescentou.
Guia simples e próximo
A publicação se apresenta como uma ferramenta prática e acessível. Segundo o CELAM, “não se trata de um simples texto para ser guardado na gaveta”, mas sim de um convite à ação. O documento foi concebido para ser desenvolvido em 12 sessões de trabalho, cada uma delas focada em um dos temas, com dinâmicas participativas que incluem oração, discussões em grupo e compromissos.
O material foi desenvolvido com o apoio do teólogo Rafael Luciani, diretor do Centro Teológico Bíblico Pastoral (Cebitepal), que lançou as bases para sua implementação. Cada trilha oferece etapas claras e exemplos inspirados na realidade latino-americana e caribenha.
Entre os temas abordados estão a participação de todo o povo de Deus, a renovação das estruturas, a escuta dos mais pobres e excluídos, o planejamento pastoral e a conexão entre as comunidades locais e a Igreja universal.
Do discernimento à ação
O guia explica que o estágio atual do Sínodo corresponde à fase de implementação. “Não basta dizer: ‘Como é belo o Documento Final!’. Precisamos traduzi-lo em ações e mudanças reais em nossas comunidades”, afirma o texto.
Entre os objetivos estão promover uma espiritualidade sinodal; abrir espaços de liderança para leigos; criar novos ministérios; renovar os conselhos pastorais e financeiros; garantir transparência nas contas e avaliações; e fomentar mais paróquias missionárias.
O itinerário proposto se estende de 2025 a 2028. Os dois primeiros anos serão dedicados à implementação do Documento Final em cada Igreja local. Em 2027, serão realizadas avaliações nos níveis diocesano, nacional e continental. Finalmente, em 2028, uma grande assembleia em Roma reunirá as experiências e lições aprendidas em todo o processo.
Um caminho que envolve a todos
A sinodalidade, explicou o CELAM, implica a participação ativa de toda a Igreja: leigos, religiosos, bispos, jovens, idosos e comunidades rurais e urbanas. “A voz dos pobres e excluídos deve ser ouvida prioritariamente, porque eles revelam o coração do Evangelho“, afirma o documento.
O Bispo Estrada insistiu que a implementação é responsabilidade de todos: “Ninguém se salva sozinho. Se uma comunidade se isola, perde o valor das outras. Se abrirmos nossos corações e mãos, descobriremos que juntos somos mais fortes“.
O CELAM espera que este guia seja um ponto de partida para que as comunidades da América Latina e do Caribe vivenciem o Sínodo de forma concreta e transformadora, em comunhão com a Igreja universal.
Você pode estar interessado em: A Conferência Episcopal do Chile forma uma equipe para apoiar a sinodalidade no país
Inscreva-se em nosso canal Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VazM21X6WaKvBlZ91E47
Baixe o último caderno de estudo 008: Caderno de estudo 008
