Leão XIV reafirma seu compromisso “com uma Igreja totalmente sinodal, totalmente ministerial”

Leão XIV reafirma seu compromisso “com uma Igreja totalmente sinodal, totalmente ministerial”
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“Comprometamo-nos a construir uma Igreja totalmente sinodal, totalmente ministerial, totalmente atraída por Cristo e, portanto, dedicada ao serviço do mundo”. Este foi o pedido do papa Leão XIV às equipes sinodais e organismos de participação que celebraram seu Jubileu em Roma, de 24 a 26 de outubro de 2025.

Ampliar a Igreja

Ao reconhecê-los como “imagem dessa Igreja que vive em comunhão”, Robert Prevost exortou-os a “ampliar o espaço eclesial para que este seja colegial e acolhedor”.

“Hoje gostaria de convidá-los a, na escuta do Espírito, no diálogo, na fraternidade e na parresia, nos ajudarem a compreender que, na Igreja, antes de qualquer diferença de sexos ou de papéis, somos chamados a caminhar juntos em busca de Deus, para nos revestirmos dos sentimentos de Cristo”, disse o Papa durante a homilia conclusiva do Jubileu, na Basílica de São Pedro, neste domingo, 26 de outubro.

Além disso, “ao celebrar o Jubileu das equipes sinodais e dos órgãos de participação, somos convidados a contemplar e redescobrir o mistério da Igreja, que não é uma simples instituição religiosa nem se identifica com as hierarquias ou com suas estruturas”, afirmou o pontífice. Mais ainda, “essas estruturas expressam o que ocorre na Igreja, onde as relações não respondem à lógica do poder, mas à do amor”.

Serviço, reciprocidade e participação

De acordo com a “regra suprema” do amor, o bispo de Roma sublinhou que “ninguém é chamado a mandar, todos são chamados a servir; ninguém deve impor as suas próprias ideias, todos devem ouvir-se reciprocamente; sem excluir ninguém, todos somos chamados a participar; ninguém possui toda a verdade, todos devemos procurá-la com humildade e juntos”.

Da mesma forma, ao lembrar que o chamado à comunhão na Igreja se expressa na palavra “juntos”, ele citou seu predecessor, o Papa Francisco, para reafirmar que “a vocação da Igreja é caminhar juntos, ser sinodais (…). Os cristãos são chamados a fazer o caminho juntos, nunca como viajantes solitários”.

Com a humildade do publicano como referência, é necessário reconhecer que na Igreja “todos precisamos de Deus e precisamos uns dos outros, , exercitando-nos no amor mútuo, na escuta recíproca, na alegria de caminhar juntos”.

“Queridos irmãos e irmãs, devemos sonhar e construir uma Igreja humilde”, encorajou o Papa, “uma Igreja que não se mantém ereta como o fariseu, triunfante e cheia de si mesma, mas que se abaixa para lavar os pés da humanidade; uma Igreja que não julga como faz o fariseu com o publicano, mas que se torna um lugar acolhedor para todos e para cada um; uma Igreja que não se fecha em si mesma, mas permanece à escuta de Deus para poder, ao mesmo tempo, ouvir a todos”.


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