Histórias de Sinodalidade: Ruah, a Casinha Sinodal, uma experiência que floresce nas periferias de Bogotá

Histórias de Sinodalidade: Ruah, a Casinha Sinodal, uma experiência que floresce nas periferias de Bogotá
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O Observatório Latino-Americano de Sinodalidade apresenta uma nova edição da série Histórias de Sinodalidade, desta vez com o minidocumentário “Ruah, a Casinha Sinodal”, disponível no canal do Observatório no YouTube. A produção mostra como, em meio a um bairro periférico de Bogotá (Colômbia), a sinodalidade ganha vida por meio de uma iniciativa que apoia crianças e suas famílias.

Igreja Samaritana, que abriga e embala

O projeto, liderado pela Ordem da Companhia de Maria, apoia famílias no bairro de Lomitas há vários anos, uma área assolada pela pobreza e pela migração. Lá, onde a água chega apenas duas vezes por semana e as crianças frequentemente ficam sozinhas enquanto suas mães trabalham, nasceu a Casinha Sinodal.

Irmã Liliana Franco explica o significado deste espaço: “Ruah, todos nós sabemos que é essa dimensão feminina do nosso Deus, o Ruah, o rosto materno, o rosto feminino do nosso Deus, e quando pensamos em ter uma extensão da escola nas encostas mais pobres desta cidade, pensamos que esta casa tinha que se chamar Ruah, a ‘Casinha Sinodal’”.

“O que queríamos era que a casa fosse como um útero, uma casa de acolhida, também aquele conceito da Igreja Samaritana, uma Igreja que acolhe, uma Igreja que embala, uma Igreja que cura, e porque, no fundo, a experiência é que a sinodalidade tem que nos levar a isso, a um novo modo relacional”, assegura a Irmã Franco.

Onde a sinodalidade ganha vida

O minidocumentário conta com depoimentos de freiras, educadores, famílias e das próprias crianças participantes. Irmã Blanca Cecilia Cely Ruiz afirma que o que inspira a continuidade do projeto é a alegria das crianças: “Valores que se percebem cada vez que se tem contato com os pequenos: alegria, um coração puro, entusiasmo, um coração cheio de esperança”.

Por sua vez, Stephany Ramírez destaca que o objetivo é oferecer uma formação integral: “Estamos trabalhando com eles como um grupo, focando na consciência emocional, reconhecimento, expressão e gestão”.

“Podemos mudar o mundo com apenas algumas pequenas coisas, na busca da fé, na busca de construir um mundo melhor e mais humano”, diz Lucy Rodríguez, falando sobre o trabalho e os recursos criativos de ensino que ela faz com crianças.

Além disso, Alirio Cáceres Aguirre conta como a sinodalidade ganha vida neste espaço de encontro: “Aqui, onde não há água nem eletricidade, a sinodalidade se torna um ato de esperança e vida”.

Semente de dignidade e alegria

Ruah, a Casinha Sinodal, é um exemplo de como a sinodalidade se materializa na vida cotidiana: semeando esperança nas crianças, caminhando ao lado das famílias e centralizando tudo em Jesus de Nazaré, como compartilha a Irmã Liliana: “É uma pequena semente, é acreditar no valor do que é germinal, justamente para oferecer a um pequeno grupo de crianças a possibilidade de viver com maior dignidade”.

Devemos aprender a conversão necessária que somos chamados a viver como sociedade e como Igreja, e as crianças podem ser grandes mestras para nós”, diz Irmã Liliana.

O minidocumentário “Ruah, a Casinha Sinodal” já está disponível no canal do YouTube do Observatório Latino-Americano de Sinodalidade. É um convite para aprender como a Igreja caminha de mãos dadas com os pequenos, aprendendo com eles novas formas de esperança e fraternidade.

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