A Igreja no Brasil iniciou a fase de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade com um encontro virtual organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e transmitido ao vivo na segunda-feira, 25 de agosto. Durante a sessão, foi apresentado o documento “Diretrizes para a Fase de Implementação”, elaborado pela Secretaria Geral do Sínodo no Vaticano, que servirá como guia para traduzir em ação os frutos do processo sinodal 2021-2024.
Na abertura, Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, destacou a riqueza da participação das igrejas locais: “Graças às generosas contribuições de dioceses, comunidades, paróquias, grupos pastorais e movimentos, pudemos ouvir e discernir o que o Espírito Santo inspira à Igreja. Agora, a caminhada entra em uma etapa decisiva”, afirmou, enfatizando que esta fase busca implementar práticas e estruturas sinodais que renovem a cultura e as relações eclesiais.
Sinodalidade em ação: receber, implementar, concretizar, realizar
Durante a transmissão, o bispo de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado, delegado da CNBB (Comissão Nacional para a Promoção do Sínodo da Igreja), apresentou a primeira parte do material, destacando quatro verbos que norteiam a implementação do Sínodo: “receber, implementar, concretizar e realizar”. Esses termos refletem a intenção de transformar a experiência sinodal em ações, decisões e estruturas que envolvam toda a comunidade eclesial.
Irmã Teresinha Mendonça Del’Aqua enfatizou a necessidade de uma conversão dos relacionamentos dentro do Povo de Deus, enquanto a leiga Sônia Gomes Oliveira convidou as equipes diocesanas a estudarem o Documento Final do Sínodo como referência central para a ação pastoral.
Por sua vez, o padre Jânison de Sá Santos, subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB, explicou que o método sinodal não se limita a técnicas organizativas, mas é uma experiência espiritual e eclesial que ajuda a Igreja a crescer em comunhão e participação, reconhecendo os dons do Espírito em todos os batizados.
Desafios e oportunidades do caminho sinodal
Dom Dirceu Medeiros, delegado sinodal da CNBB, propôs questões que nortearão a fase de implementação: identificar os sinais da sinodalidade já presentes na Igreja, reconhecer os desafios colocados pelo Documento Final, fortalecer a participação comunitária e superar resistências como o clericalismo.
Com esta abordagem, a CNBB pretende que a concretização do Sínodo seja um processo vivo de transformação eclesial, onde a sinodalidade seja vivida como escuta, discernimento e ação concreta, promovendo uma Igreja mais participativa, inclusiva e amiga das pessoas.
Assista à transmissão completa:
Você pode estar interessado em: O Cardeal Grech convida os bispos do Peru a viver a sinodalidade como um caminho de comunhão e missão
Inscreva-se em nosso canal Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VazM21X6WaKvBlZ91E47
Baixe o último caderno de estudo 007: Caderno de estudo
