Ana Paula Hernández: “ Sinodalidade é o nome que a construção da paz deveria ter hoje”

Ana Paula Hernández: “ Sinodalidade é o nome que a construção da paz deveria ter hoje”
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Em um artigo publicado no site Animal Político, a escritora e coordenadora do Diálogo Nacional pela Paz, Ana Paula Hernández Romano, propõe uma reflexão sobre o significado contemporâneo da sinodalidade e sua estreita relação com a reconciliação e a construção da paz.

A palavra sinodalidade vem do grego syn-hodos, que significa ‘caminhar juntos’”, escreve Hernández Romano, enfatizando que se trata do “compromisso da Igreja em responder à injustiça, à guerra, à polarização e ao sofrimento”. Em sua análise, a autora argumenta que esse conceito transcende as fronteiras eclesiais para se tornar um horizonte político e humano: “Francisco falou da sinodalidade como uma forma de ser Igreja… e, nesse sentido, a sinodalidade é um caminho político tanto dentro quanto fora da Igreja”.

“Do que estamos falando quando falamos de sinodalidade?”

A reflexão, intitulada “Do que falamos quando falamos de sinodalidade”, argumenta que a sinodalidade “deveria hoje ser chamada de construção da paz”, pois se baseia no reconhecimento das diferenças, na reconciliação e na escuta. Segundo o autor, essa atitude exige “a decisão radical de ir ao encontro do outro”, abrindo espaço para perspectivas “mais humildes, mais humanas, mais conciliatórias”.

Hernández Romano relaciona sua proposta a pensadores como Paul Ricoeur e Hannah Arendt, que viam a memória e a pluralidade como os fundamentos da convivência autêntica. “A reconciliação não é possível sem memória, porque uma paz baseada no esquecimento reproduz a injustiça”, cita Ricoeur, enquanto de Arendt ele retoma a ideia de que “o espaço político nasce quando nos reconhecemos como uma pluralidade”.

Ele adverte que a sinodalidade e a reconciliação “exigem a coragem de reconhecer as feridas estruturais, a desigualdade, a exclusão das periferias, os abusos e a concentração de poder”. Somente a partir desse reconhecimento, afirma ele, é possível imaginar “uma forma diferente de ser”.

O texto completo de Ana Paula Hernández Romano pode ser lido no site Animal Político, onde ela nos convida a repensar a sinodalidade como um caminho para reconstruir a humanidade a partir da paz e da memória compartilhada.

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