Por: Vanildo Luiz Zugno*
24 de setembro de 2026
Resumen
O artigo tem como objetivo realizar um balanço do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade. Depois de considerar a importância do caminho na produção e na recepção do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade, o autor aponta dois elementos fundamentais da teologia que subjazem ao texto sinodal: o anúncio do Reino como razão de ser da Igreja e o Batismo como referência básica e maior da eclesialidade. Passa-se em seguida a uma consideração sobre o modo como o Documento Final se apropria e dá continuidade ao Magistério do Concílio Vaticano II e sua relação com o labor teológico e a formação do Povo de Deus. A proposta metodológica (teológica e pastoral), que emerge do caminho sinodal é assinalada como um promissor caminho para o que fazer da Igreja. Por fim, depois dos três passos à frente presentes no texto – os fundamentos teológicos do Povo de Deus e do Batismo como pilar da vida eclesial; a apropriação e releitura do Magistério eclesial; a proposta metodológica –, é identificado um impasse que o processo não conseguiu resolver: o acesso das mulheres ao ministério ordenado e, em consequência, a dificuldade em construir uma liturgia sinodal. Conclui-se afirmando que, se há muito a celebrar, há ainda muito a laborar para que a sinodalidade seja, de fato, um modo de toda a Igreja ser.
Fecha de publicación
Abril de 2025
Idioma
Portugués
Revista
REB, Petrópolis, volume 85, número 330, p. 90-109, Jan./Abr. 2025
Sobre o autor
* Doutor em Teologia (Faculdades EST de São Leopoldo, RS). Professor na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF, Porto Alegre) e Assessor para a Formação Continuada da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional). E-mail: freivanildo@gmail.com
