A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) celebrou a posse de sua nova Secretaria Executiva e Vice-Presidência. Isso marca um novo capítulo para a rede, que reafirmou seu compromisso com a defesa de nossa casa comum e dos direitos dos povos amazônicos.

“A vida é uma jornada… e nós a fazemos juntos”
O presidente da REPAM, Bispo Rafael Cob, abriu a cerimônia recordando o espírito do Jubileu da Esperança. “A vida é uma jornada”, disse ele, “e temos consciência de que não percorremos este caminho sozinhos, mas juntos, como peregrinos da esperança”.
Ela destacou os “testemunhos e sinais” que marcaram mais de uma década de missão desde o início da rede em Puyo e Brasília. Lembrou especialmente das comunidades cujos territórios “estão sofrendo muito por causa da invasão”, agradecendo a todas as pessoas e instituições que apoiam o trabalho em “defesa da nossa Casa Comum e dos direitos dos nossos povos”.
Reconhecimento do serviço prestado
O Bispo Cob agradeceu especialmente à Secretaria cessante, liderada pelo Irmão João Gutemberg, cuja contribuição descreveu como “louvável e intensa”. Enfatizou que a sua liderança deu “visibilidade eclesial e global” aos clamores da Amazônia, estendendo o seu reconhecimento a Rodrigo Fadul, Padre Julio Caldeira, Diego Aguiar, Lidiane Cristo, Vanessa Xisto, Óscar Téllez e Lily Calderón.
Ele também expressou gratidão à Repam-Brasil, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e à Igreja de Manaus, reconhecendo que o apoio delas “torna visível o caminho sinodal da Igreja”.

Nova Vice-Presidência e transição para Bogotá
Repam deu as boas-vindas à nova Vice-Presidência composta por:
- Bispo Evaristo Spengler,bispo de Roraima
- Carol Jeri,especialista em direitos humanos
- Júlio Caldeira,missionário da Consolata
- Irmã Ana María Palomino,missionária Laurita
Dom Cob expressou sua gratidão pela “generosa disponibilidade” deles em assumir um serviço essencial para a rede.
Ele também anunciou a mudança da sede da Secretaria Executiva de Manaus para Bogotá, onde Clara Ximena Lombana Cortés assumiu suas funções. O presidente destacou sua experiência no CELAM, sua ligação com a Amazônia e seu compromisso com os povos da região, declarando: “Obrigado, Ximena, do fundo do meu coração, pelo seu ‘sim'”.
A celebração terminou com um apelo para manter um forte espírito missionário. O Bispo Cob convidou a todos a “viver o kairós do Espírito para construir uma Igreja com rosto amazônico, cada vez mais fraterna, sinodal e missionária”.

Conferência de imprensa: sinodalidade no centro do novo ciclo
Após a cerimônia, a REPAM realizou uma coletiva de imprensa liderada por Vanessa Xisto, da equipe de comunicação. O processo de transição foi explicado e a nova Secretaria Executiva e a Vice-Presidência foram oficialmente apresentadas.
“A sinodalidade já está sendo vivenciada em Repam”
A secretária executiva Ximena Lombana destacou que “a sinodalidade já é uma realidade na REPAM. Não é algo novo”. Ela adicionou: “Sou fruto de uma experiência sinodal da Igreja na Amazônia colombiana”.
Ele explicou que a transição do último ano foi uma expressão de sinodalidade: “Abrimos espaços, disponibilizamos recursos, caminhamos juntos”.
Por sua vez, o padre Julio Caldeira afirmou que a sinodalidade se vive “nas comunidades, com o povo” e que a rede deve continuar “navegando junta”. Da mesma forma, Carol Jeri disse que a prioridade será continuar construindo uma Igreja “com rosto amazônico”, fortalecendo os laços na região.
O irmão João Gutemberg também indicou que a transição trouxe lições importantes: diálogo, coordenação interinstitucional e fidelidade à identidade da Repam.
Ximena Lombana anunciou que as prioridades serão as comunidades, as zonas fronteiriças, as mulheres e os jovens, bem como o fortalecimento dos laços em torno da água como uma questão central em todo o continente. Ela também destacou a aliança com a Remam, a Regchag e redes irmãs para “defender os defensores” e responder a contextos de violência.
Esperança ativa diante dos desafios
“A esperança não pode ser ingênua nem passiva”, disse o Irmão João, referindo-se à esperança em meio às difíceis situações enfrentadas pela Amazônia: “A esperança é organização”. Ele reconheceu que a REPAM é “muito amada e valorizada” nas organizações internacionais, o que é um sinal concreto de confiança e compromisso global.
A nova etapa da Repam começa com o horizonte de caminhar juntos, escutar os clamores do território e fortalecer uma missão que, desde 2014, tem sido um sinal continental de sinodalidade e defesa da vida.
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