Uma delegação da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) reuniu-se com o Cardeal Mario Grech, Secretário-Geral do Sínodo, e com o Padre Giacomo Costa, SJ, para compartilhar os progressos, desafios e esperanças da jornada sinodal no território amazônico.
Comunhão e esperança
Durante o encontro, os representantes da CEAMA —incluindo o Cardeal Pedro Barreto, Mauricio López, Monsenhor Zenildo Lima, Irmã Laura Vicuña e Patricia Gualinga— apresentaram a riqueza e a vitalidade do processo sinodal que está sendo vivenciado nas Igrejas locais da Amazônia.
Eles enfatizaram que o Sínodo para a Amazônia, realizado em 2019, “não apenas deixou marcas profundas nas comunidades, mas continua a inspirar novas maneiras de ser Igreja por meio da escuta, da participação e do discernimento conjunto”.
O Cardeal Barreto observou que “nosso maior desafio hoje é fortalecer a relação entre a REPAM e a CEAMA, como expressões complementares da mesma missão”. Nessa mesma linha, Mauricio López afirmou: “Caminhamos juntos com o Sínodo; agora vivemos um tempo de transição que nos convida a confiar e continuar caminhando juntos”.
Igreja Viva nos Territórios Amazônicos
Irmã Laura Vicuña enfatizou que “nos territórios existe a sensação de uma Igreja viva, onde conselhos pastorais, leigos, vida consagrada e povos indígenas estão impulsionando verdadeiros processos sinodais“.
Por sua vez, Patricia Gualinga lembrou que “a Amazônia é um território específico, um mundo diferente que o Papa Francisco soube ouvir e valorizar”, destacando o papel dos povos indígenas na formação de uma Igreja com rosto amazônico.
CEAMA, fruto do Espírito Santo
Os participantes concordaram sobre a importância de cuidar da CEAMA como uma novidade eclesiológica e espiritual, fruto do Espírito Santo, que expressa uma forma inédita de articulação entre bispos, vida consagrada, leigos e povos nativos.
O Secretariado Geral do Sínodo expressou sua proximidade e compromisso com esse processo, reconhecendo que a experiência amazônica “pode iluminar toda a Igreja em seu caminho rumo à sinodalidade autêntica”.
Um sinal de comunhão entre os povos
Ao concluir a reunião, os representantes da CEAMA entregaram um símbolo de comunhão e esperança: uma canoa talhada em pau-de-sangue, confeccionada pela comunidade Inga do Putumayo, no Vale de Sibundoy, sinal do caminhar conjunto e do desejo de continuar navegando juntos como Igreja amazônica a serviço da vida e do Reino.
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