Por: Rafael Luciani
02 de setembro de 2025
Resumo
Estamos vivendo uma “nova recepção do Concílio” dentro do processo já impulsionado pelo Papa Francisco desde 2013. Assume-se o caráter normativo do capítulo II da Lumen gentium [Povo de Deus], reconhecendo que a vida eclesial tem seu ponto de partida e de chegada nas Igrejas locais. Até o século XI, manteve-se o axioma de Pedro Damião: “a Santa Igreja é uma em todas as Igrejas e em cada Igreja está toda a Igreja”. No entanto, ele foi substituído por uma eclesiologia universalista. O processo sinodal retoma a noção de Ecclesia tota como comunhão de Igrejas configuradas em três níveis — local, regional/continental e universal — e três sujeitos — todos, alguns e um —, estabelecendo uma inter-relação orgânica entre o Povo de Deus, o Colégio Episcopal e o ministério petrino. À luz dessa articulação, a Assembleia sinodal passou a ser o sujeito autêntico do processo. A aprovação do Documento Final reflete esse salto qualitativo ao integrar o ministério petrino dentro da Assembleia. A partir dos documentos do processo sinodal, apresentamos algumas chaves que oferecem de maneira orgânica a figura emergente da Igreja.
Data de publicação
Junho de 2025
Idioma
Espanhol
Revista
Revista Medellín Vol. L | N.º 190 | Janeiro – Junho 2025.
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Sobre o autor
Leigo venezuelano. Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e pós-doutorado na Julius Maximilians Universität, na Alemanha. É professor da Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, e professor convidado em outras universidades. Nos últimos anos, lecionou e escreveu artigos e livros sobre eclesiologia, teologia latino-americana, Concílio Vaticano II e sinodalidade na Igreja. Atualmente, é diretor do Centro de Formação Teológica Cebitepal do CELAM e membro da Equipe de Reflexão Teológica Pastoral do CELAM, bem como da Equipe de Teólogos Assessores da Presidência da CLAR. Da mesma forma, é especialista da Comissão Teológica da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.
