Atendendo ao pedido da Secretaria Geral do Sínodo da Santa Sé, a Arquidiocese da Santísima Concepción constituiu oficialmente sua Equipe Sinodal Arquidiocesana. Este órgão será responsável por animar e implementar, em nível local, o caminho do Sínodo da Sinodalidade, sob a presidência de Dom Sergio Pérez de Arce SS.CC., Arcebispo de Concepción.
A equipe é composta por 11 membros que representam as diversas realidades eclesiais da arquidiocese, incluindo juventude, vida religiosa, ministério diaconal, catequese, gestão paroquial, educação e ministério social. Conta também com a participação de um teólogo da Universidade Católica da Santíssima Conceição, que acompanhará os processos de discernimento da fé.
“É uma equipe diversificada que atua em diferentes níveis da Igreja Arquidiocesana“, disse o departamento de comunicações da arquidiocese.

Caminho para concretizar a sinodalidade
O Vigário para a Pastoral, Padre Pablo Leiva, explicou que a formação desta equipe pretende responder ao chamado da Igreja universal para aprofundar a experiência sinodal.
“Fomos convocados pelo nosso Arcebispo, Monsenhor Sergio Pérez de Arce, que preside esta equipe. O primeiro passo que propusemos, além de entender o trabalho que devemos realizar, é aprofundar a compreensão do Documento Final do Sínodo, buscando caminhos para sua implementação”, disse ele.
O vigário observou que a questão-chave que eles terão que responder é como traduzir as diretrizes do Sínodo para a realidade local: “Devemos discernir o que vamos propor à arquidiocese em termos de implementação, para especificar as áreas específicas delineadas no documento”.
Entre os desafios mencionados estão a promoção de uma espiritualidade sinodal, a participação efetiva de leigos em funções de liderança que não exigem o sacramento da ordem sagrada, a criação de novos serviços e ministérios que respondam às necessidades pastorais, bem como a prática do discernimento comunitário e a aplicação da sinodalidade nas decisões pastorais.
Sinodalidade na vida cotidiana
O Padre Pablo Leiva observou que o Sínodo não deve ser visto como uma forma ordinária de viver a fé nas comunidades. “O Sínodo não pretende ser algo extraordinário, mas sim algo que podemos viver na vida ordinária e cotidiana de nossas paróquias e de vários grupos da Igreja”, afirmou.
Nesse sentido, ele enfatizou que a sinodalidade implica caminhar juntos como membros da Igreja a partir do batismo, e não meramente como receptores passivos da ação pastoral.
“O chamado é ser Igreja pela comunhão e corresponsabilidade, tornando realidade a dimensão missionária que constitui a Igreja”, concluiu o vigário.
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