Cardeal Grech: “Devemos fazer todos os esforços para garantir que a terceira fase do processo sinodal constitua um passo adiante”

Cardeal Grech: “Devemos fazer todos os esforços para garantir que a terceira fase do processo sinodal constitua um passo adiante”
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Por ocasião do 60º aniversário da criação do Sínodo dos Bispos, o Cardeal Mario Grech, Secretário Geral deste organismo, apelou a toda a Igreja para que garanta que a próxima etapa do processo sinodal seja um verdadeiro avanço na compreensão e experiência da sinodalidade.

O Cardeal Grech expressou sua esperança de que a Igreja “faça todos os esforços para garantir que a terceira fase do processo sinodal constitua um passo a mais na experiência e compreensão da sinodalidade”, que tanto o Papa Francisco quanto o Papa Leão XIV descreveram como “o caminho privilegiado para alcançar a comunhão na Igreja”.

A mensagem foi divulgada em nota de Salvatore Cernuzio, publicada pelo Vatican News, que repassa as origens e a evolução desta instituição eclesial desde sua criação por São Paulo VI em 1965, durante a fase final do Concílio Vaticano II.

Intuição profética

O cardeal recordou que o Sínodo nasceu graças à intuição do Papa Paulo VI, que instituiu este organismo através do motu proprio Apostolica Sollicitudo, com o propósito de “responder aos pedidos dos Padres Conciliares” e envolver o Colégio Episcopal no cuidado e na solicitação de toda a Igreja.

O cardeal observou que essa estrutura se tornou “uma instituição central que representa todo o episcopado, capaz de promover a união e a colaboração dos bispos do mundo com o Bispo de Roma“, aconselhando-o sobre questões importantes para o Povo de Deus.

Desde a sua criação, o Sínodo realizou 16 Assembleias Gerais Ordinárias, 3 Assembleias Gerais Extraordinárias e 11 Assembleias Gerais Especiais, cujas conclusões deram origem a exortações apostólicas que nutriram a vida e a missão da Igreja em todo o mundo.

Do acontecimento ao processo: a transformação de Francisco

Em sua mensagem, o Cardeal Grech enfatizou que a instituição sinodal evoluiu significativamente nas últimas seis décadas, graças às contribuições de vários pontífices e especialmente à visão do Papa Francisco, que transformou o Sínodo “de um evento reservado a uma assembleia de bispos em um processo gradual do qual toda a Igreja participa”.

Este novo modelo inclui: Uma fase inicial de consulta ao Povo de Deus; etapas de discernimento nos níveis nacional e continental; culminando na Assembleia Geral Ordinária realizada em Roma em outubro de 2023 e 2024.

O Papa já havia antecipado essa mudança em seu discurso de 2015, por ocasião do 50º aniversário da instituição sinodal. Naquela ocasião, ele afirmou que o novo caminho deve ser marcado por uma “escuta mútua, na qual todos têm algo a aprender: o povo, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma. Um ouvindo o outro; e todos ouvindo o Espírito Santo”.

Essas indicações deram origem à Constituição Apostólica Episcopalis Communio, promulgada em 15 de setembro de 2018, que lançou as bases jurídicas e pastorais para esse novo modo de caminhar juntos.

Frutos de um processo em andamento

O Cardeal Grech destacou que as experiências vividas durante a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, realizada em duas sessões (2023 e 2024), demonstraram a riqueza deste modelo sinodal: “A beleza e a força deste processo foram vividas durante as duas primeiras fases, nas quais ouvimos o que o Espírito diz à Igreja, aprendendo a ouvir-nos uns aos outros”.

O resultado desse processo foi o Documento Final, aprovado pelo Papa Francisco e entregue a toda a Igreja como parte do magistério ordinário. O desafio agora é que cada diocese e conferência episcopal teste as propostas contidas neste texto, discernindo-as e adaptando-as à sua realidade pastoral.

Terceira fase: mais um passo na comunhão

Olhando para a próxima etapa, Grech encorajou toda a Igreja a não perder de vista o objetivo central do processo: crescer na comunhão e na corresponsabilidade.

É um convite a fazer todos os esforços para garantir que a terceira fase do processo sinodal constitua um passo a mais na experiência e compreensão da sinodalidade”, enfatizou.

Este momento, ele observou, é também uma oportunidade para renovar nosso compromisso com a unidade, a sinodalidade e a missão, seguindo a inspiração que moveu São Paulo VI há seis décadas e que o Papa Francisco continua a promover hoje.

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