Coletiva de Imprensa Reunião dos Bispos da Amazônia: Uma Igreja Sinodal a Serviço da Vida

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No Encontro de Bispos da Amazônia, foi realizada uma coletiva de imprensa na sede do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM). Participaram do encontro o Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus; Mauricio López, Vice-Presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA); Dom Omar Mejía, Bispo de Florencia, Colômbia; Dom Lisardo Estrada, Secretário-Geral do CELAM; e Dom Eugenio Coter, Vigário Apostólico de Pando, Bolívia.

O Cardeal Leonardo Steiner afirmou que este encontro dá continuidade ao caminho aberto pelo Sínodo Especial para a Amazônia. “Uma Igreja sinodal, uma Igreja que se ajuda, uma Igreja que sabe escutar, uma Igreja profundamente encarnada, uma Igreja profundamente inculturada”.

O cardeal enfatizou que a CEAMA “não envolve apenas os bispos, mas também a vida religiosa, os sacerdotes, os diáconos, os leigos e também os povos indígenas”, num espírito de autêntica sinodalidade.

Mauricio López relembrou a trajetória do Sínodo da Amazônia até a criação da CEAMA em 2020, em meio à pandemia: “Quatro grandes prioridades foram claramente identificadas: a continuidade do processo da REPAM, o corpo episcopal eclesial, a criação de um programa universitário para a Amazônia e a interculturalidade por meio do rito e dos ministérios amazônicos. Este encontro se circunscreve como um ponto, que não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida”.

Dom Omar Mejía expressou a alegria da Igreja colombiana em sediar este encontro: “Como Igreja colombiana, vamos realmente dar vida aos quatro sonhos do Papa Francisco: o sonho social, o sonho eclesial, o sonho cultural e o sonho ecológico”.

Por sua vez, Dom Lizardo Estrada explicou a missão do CELAM neste processo: “O CELAM é o organismo eclesial internacional que acompanha e serve todas as conferências episcopais… Nossa missão é acompanhar, fortalecer a formação, a ecologia integral, defender a casa comum, defender os pobres e escutar o clamor da terra“, afirmou.

Monsenhor Eugenio Coter explicou o desenrolar do encontro: “Os leigos entregaram aos bispos participantes uma cruz peitoral. Lembramos que somos chamados, como bispos, a suportar o sofrimento dos povos e da natureza, mas, ao mesmo tempo, a cruz é sinal de redenção e esperança.” Ele explicou que a metodologia se concentrou na escuta, no discernimento e na partilha de sonhos, seguidos de reflexão sobre os desafios e celebração.


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