Mauricio López: “O caminho sinodal é um caminho de humildade e de encontro”

Mauricio López: “O caminho sinodal é um caminho de humildade e de encontro”
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Mauricio López Oropeza, vice-presidente leigo da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama) e diretor do Programa Universitário da Amazônia, deu uma palestra no Newman College em Melbourne, como parte da série Hélder Câmara Lectures. Seu discurso, que se baseia na experiência do Sínodo da Amazônia e no processo sinodal em curso em toda a Igreja, enfatizou que a sinodalidade é, antes de tudo, um caminho de escuta e encontro.

Durante sua visita ao Museu de Melbourne, López compartilhou a impressão que teve sobre as vozes dos povos indígenas. “O que mais me comoveu foi o poder das histórias esperançosas compartilhadas por meio da escuta profunda… Naquele espaço, confirmei o que a Igreja é chamada a ser: uma comunidade que realmente escuta, que caminha ao lado dos outros e que honra cada cultura como um dom“, disse ele.

López lembrou que essas experiências reviveram momentos na Amazônia, onde a dor e a resiliência dos povos revelavam a urgência de uma Igreja que os acompanhasse: “A jornada sinodal não é algo abstrato. Trata-se de caminhar com respeito, no ritmo da canoa, navegando pelas tensões com o coração aberto”.

A Amazônia como sinal para a Igreja

Mauricio López insistiu que o território amazônico é um “locus theologicus”, um lugar de onde Deus fala. “A Amazônia é muito mais do que florestas e rios. É um bioma vivo e sagrado, lar de milhões de pessoas e centenas de comunidades indígenas, mas também um território ferido e ameaçado“, observou. Ao mesmo tempo, destacou a esperança que ali emerge graças à resiliência das comunidades e à presença de uma Igreja que reconhece seu chamado para caminhar com elas.

Ele também lembrou a magnitude do Sínodo da Amazônia, do qual participaram mais de 87 mil pessoas, e que abriu novos caminhos de participação e corresponsabilidade na vida da Igreja. Nesse contexto, mencionou a CEAMA como um sinal deste novo tempo: um espaço de liderança compartilhada entre leigos, mulheres indígenas, religiosos e bispos, que promove iniciativas como a Rito amazônico e o Programa Universidade Amazônica, pensado para levar educação superior intercultural diretamente às comunidades.

Sinodalidade como conversão

Em seu discurso, López citou a constituição Episcopalis Communio: “Para aqueles que participam do caminho sinodal, peçamos ao Espírito Santo o dom da escuta: escutar a Deus, para que com Ele possamos ouvir o clamor do povo; escutar o povo até incutir nele o desejo ao qual Deus nos chama”.

Por fim, ele evocou a espiritualidade inaciana como guia pessoal nessa jornada e enfatizou que a unidade na diversidade é mais do que um ideal: “Não é um slogan; é nossa única esperança real”.

A apresentação de Mauricio López fez parte da série Bishop Vincent Presents da Diocese de Parramatta, Austrália. Mais detalhes sobre seu discurso podem ser encontrados no Catholic Outlook.

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