A revista da Arquidiocese de Manaus, Brasil, dedicou um espaço para refletir sobre a sinodalidade, apresentada como “o caminho que movimenta a Igreja a caminhar na unidade” e como uma prática que harmoniza a diversidade dentro do Povo de Deus.
O artigo, escrito pelo padre e jornalista Luis Miguel Modino, enfatiza que essa unidade se fundamenta na Trindade, no Batismo, “sacramento comum a todos os cristãos “, e também na Eucaristia, descrita no Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade como “fonte de comunhão e unidade”.
A reflexão vincula a Eucaristia à capacidade da Igreja de articular “unidade e pluralidade”: da coexistência de diversas assembleias eucarísticas e tradições litúrgicas, à variedade de vocações, carismas e ministérios.
O texto lembra que “a harmonia criada pelo Espírito não é uniformidade” e que mesmo nas comunidades onde a missa dominical não pode ser celebrada, reunir-se “à volta da celebração da Palavra” continua sendo um sinal de comunhão.
Sinodalidade, um modo de ser e agir
O artigo também retoma a definição de sinodalidade do Documento Final: um modo de ser e agir que envolve caminhar juntos, reunir-se em assembleia e participar ativamente da missão evangelizadora da Igreja. Esse estilo eclesial, segundo a reflexão, exige uma unidade presente em todos os momentos da vida da Igreja, mas sem apagar a pluralidade de povos, línguas, ritos, disciplinas e tradições teológicas que a compõem.
“A unidade desta variedade é realizada por Cristo, pedra angular, e pelo Espírito, mestre da harmonia”, recorda o texto, citando os ensinamentos do Sínodo. Nesse sentido, enfatiza a importância de valorizar os contextos e as culturas locais, promovendo um intercâmbio de dons que enriqueça a vida eclesial e promova a aproximação entre todos os cristãos.
A reflexão conclui afirmando que, diante desta visão sinodal, é necessário valorizar os contextos “em que a Igreja se faz presente, valorizar as diferentes culturas, que encontram na unidade a base da sua pluralidade, ajudando-as a abrir-se ao intercâmbio de dons… Um modo de ser Igreja que contribui também na unidade dos cristãos, fundamentada na unidade entre os discípulos”.
Leia o artigo completo aqui: Revista da Arquidiocese de Manaus
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