CEBs da Bolívia embarcam em um caminho sinodal

CEBs da Bolívia embarcam em um caminho sinodal
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Na Diocese de Oruro acontece o Encontro Nacional de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), um espaço de reflexão, escuta e renovação comunitária que reúne delegados de diversas regiões do país. O dia de abertura foi marcado por uma apresentação da Dra. Erika Aldunate, diretora da equipe Ceprolai e membro ativo da Comissão Sinodal Nacional.

Igreja viva, em movimento, em chave sinodal

Sua apresentação se concentrou na natureza do processo sinodal promovido pelo Papa Francisco e como ele desafia as comunidades eclesiais desde suas raízes.

A palestrante explicou aos participantes o contexto e o significado do Sínodo sobre a Sinodalidade, recordando que “o desejo do Papa Francisco” é que este processo eclesial inclua todas as comunidades e os leigos, “com esse critério de escuta, com esse novo método de Conversação no Espírito”. Nessa linha, ela enfatizou que o Papa “sonha com uma Igreja viva, que coloque em prática o Concílio Vaticano II, que se sinta uma Igreja em saída, uma Igreja que leve em conta a comunhão, a participação e a missão”.

Durante seu discurso, Erika Aldunate enfatizou o papel de todas as pessoas batizadas na missão da Igreja. “Temos o Espírito Santo que nos capacita a compreender as coisas da fé, a partilhar com os irmãos, a evangelizar, a sair em missão”, indicou, reforçando a ideia de que a sinodalidade é uma experiência de corresponsabilidade em todos os níveis.

Fundamentos teológicos e participação geracional

Em seu percurso teológico e pastoral, Aldunate abordou os fundamentos da sinodalidade, destacando suas raízes trinitárias, cristológicas e sacramentais: “Falamos de fundamentos como a Trindade, Jesus e sua opção pelos pobres, os sacramentos da iniciação, o batismo, a Eucaristia… tentando lembrar às pessoas a importância de tudo isso”, explicou.

A apresentação foi recebida calorosamente e abertamente pelos participantes, que vieram de diversas origens sociais e geracionais. “Adorei a participação de crianças, jovens e idosos. As CEBs têm uma conexão geracional muito valiosa. São comunidades vivas que se sentem renovadas neste encontro”, expressou ela com satisfação.

Ouvir, discernir e construir juntos

Um dos destaques da exposição foi a apresentação do método sinodal da Conversação no Espírito, uma dinâmica de discernimento comunitário que exige oração, abertura e escuta ativa: “Este método exige uma reta intenção do coração, abertura e respeito por quem fala, uma escuta atenta porque tudo é para propor, para construir a Igreja.

Ela também pediu que as comunidades integrassem essa nova ferramenta à sua metodologia tradicional de “ver, julgar e agir”. Para Aldunate, essa incorporação significa enriquecer os processos pastorais com a escuta mútua, reconhecendo e valorizando a experiência de fé de cada um: “Temos que nos ouvir, temos que compartilhar nossas experiências”.

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