A Igreja das Igrejas em comunhão sinodal das comunidades locais

A Igreja das Igrejas em comunhão sinodal das comunidades locais
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O Observatório Latino-Americano de Sinodalidade disponibiliza para baixar o artigo “A Igreja como ‘Igreja das Igrejas’. Locais em Contexto” do Pe. Dr. Agenor Brighenti. Publicado na Revista Medellín nº 190 (janeiro-junho de 2025), este texto aprofunda-se em um dos pilares eclesiológicos da sinodalidade : a presença da Igreja universal em cada Igreja local, em diálogo constante com as demais, para formar o que o autor chama de uma verdadeira “Igreja das Igrejas”.

Pilar eclesiológico e consolidação conciliar

Em sua introdução, Brighenti situa a sinodalidade em dois eixos centrais: a igualdade batismal —a Igreja como Povo de Deus— e a dimensão institucional, onde, em suas palavras, “a Igreja católica se faz presente em cada Igreja Local, em comunhão com as demais Igrejas, contribuindo uma ‘Igreja de Igrejas’”. Ele enfatiza como o Sínodo sobre a sinodalidade retoma e aprofunda a eclesiologia do Vaticano II, superando a visão meramente universalista que prevaleceu no cristianismo medieval.

O autor examina as referências terminológicas do Documento Final (DF 1-38 ), salientando que “a Diocese é nomeada como ‘Igreja Local’ e, o conjunto das Igrejas Locais, como ‘Igreja inteira’”, uma precisão que justifica a concepção neotestamentária e patrística da Igreja como presença plena do mistério de Cristo em cada comunidade específica.

Implicações e desafios na sinodalidade

Brighenti dedica uma seção à superação da eclesiologia universalista, mostrando como, após a Idade Média, a Igreja passou de uma comunhão autêntica de igrejas locais para um modelo centrado na sé romana. Através de um percurso histórico-teológico, recupera o mandamento de Christus Dominus (CD 11) afirmar que cada Igreja Local é um sujeito eclesial pleno.

O texto destaca as consequências práticas da restauração do protagonismo da Igreja local: revitalização das comunidades de base, reorganização das estruturas diocesanas e restauração da corresponsabilidade de todos os batizados, não apenas na tomada de decisões, mas também na missão evangelizadora cotidiana.

Por fim, Brighenti levanta desafios para a plena recepção do Sínodo: articular processos formativos que fortaleçam a identidade eclesial em contextos particulares; promover órgãos de discernimento inclusivos —que incluam mulheres, jovens e pobres; e promover uma pastoral de comunhão que faça de cada Igreja Local um rosto autêntico da Igreja Universal.

O artigo “A Igreja como ‘Igreja de Igrejas’. locais em contexto” está disponível para download gratuito.

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