Sinodalidade como horizonte para a política na América Latina

Sinodalidade como horizonte para a política na América Latina
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O Observatório Latino-Americano de Sinodalidade apresenta um novo artigo de reflexão intitulado “Sinodalidade e política: reflexões possíveis”, escrito pelo teólogo Ignacio Madera Vargas. Neste texto, o autor explora como a sinodalidade, entendida como uma jornada em comunidade, pode transformar a maneira como concebemos e praticamos a política.

Política e sinodalidade

Por meio da reflexão, Madera Vargas levanta a necessidade de superar a dicotomia entre “Política” com P maiúsculo, como a arte de governar para o bem comum, e “política” com p minúsculo, frequentemente associada à luta pelo poder e à politização.

Sua proposta afirma que a escuta, o discernimento e a construção de consenso são pilares para uma nova forma de fazer política.

“A sinodalidade pode ser entendida como uma articulação de teoria e práxis aplicável a várias dimensões da realidade humana. No caso em questão nesta reflexão, à prática política”, afirma o autor.

Rupturas necessárias e desafios atuais

O autor afirma que a sinodalidade, tanto na Igreja como na sociedade, exige rupturas epistemológicas e éticas que permitam uma renovação da ação política.

Em um mundo dominado pela imposição do mais forte, a sinodalidade oferece uma alternativa baseada no consenso, na inclusão e no serviço aos mais vulneráveis. Nesse sentido, Madera Vargas destaca o papel do político autêntico, aquele que não busca apenas o poder, mas caminha ao lado do povo, ouvindo seus clamores e educando-o sobre a necessidade de uma política honesta.

Dessa forma, a sinodalidade se torna um horizonte de transformação que desafia as estruturas tradicionais de poder e promove uma cultura política centrada na dignidade humana e na justiça social .

Para uma política ao serviço da vida

O artigo também argumenta que a sinodalidade desafia a práxis política contemporânea, propondo a política como um serviço à justiça, à solidariedade e à defesa da vida em todas as suas formas. Em tempos em que as ideologias dominantes relegaram a opção preferencial pelos pobres, a sinodalidade surge como uma resposta que busca restaurar a fraternidade e o bem comum.

Por fim, o autor apela aos políticos de hoje para que se comprometam com a vida e a dignidade de todas as pessoas, deixando para trás as ideologias de morte e apostando na construção de sociedades mais humanas e solidárias. É um desafio urgente que exige novas formas de liderança e um profundo senso de responsabilidade ética.

O Observatório Latino-Americano de Sinodalidade convida você a ler o artigo completo de Ignacio Madera Vargas (neste link), que oferece uma visão enriquecedora de como a sinodalidade pode ser uma força motriz para a mudança na política latino-americana.

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